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Aula Magna

Autores: Viktoria Klara Lakatos Osorio , Paulo Alves Porto , Reinaldo Camino Bazito

Editores Associados: Leila Cardoso Teruya

Última atualização em 23/12/2020 

Dando cumprimento ao Calendário Escolar proposto pela Pró-Reitoria de Graduação (PRG) para 2020, no dia 17 de fevereiro tiveram início as aulas do primeiro semestre letivo na USP, sendo a primeira semana dedicada à recepção aos calouros.

Institucionalizada na USP em 1998, a Semana de Recepção aos Calouros marca o início do ano letivo e foi criada com o objetivo de incentivar as unidades a promoverem uma melhor integração entre os novos alunos e os veteranos. Nesse período, as aulas regulares dos ingressantes são substituídas por atividades diferenciadas, como gincanas, oficinas, palestras, campanhas educativas e ações sociais, organizadas pelas Comissões de Graduação das Unidades e por seus Centros Acadêmicos e Atléticas. Em 2020, aconteceu a XXII Semana, entre os dias 17 a 21 de fevereiro, com a campanha “Você faz parte de tudo isso”  [link].

No Instituto de Química, a XXII Semana foi organizada pela Comissão de Coordenação dos Cursos (COC), que tem como coordenadores os professores Reinaldo Camino Bazito (Curso de Bacharelado em Química) e Paulo Alves Porto (Curso de Licenciatura em Química), e pelas agremiações dos estudantes, Centro de Estudos Químicos Heinrich Rheinboldt (CEQHR) e Associação Atlética Acadêmica Ana Rosa Kucinski (AAAARK), com maior participação dos alunos do segundo ano dos cursos.

Uma das atividades tradicionais da Semana é a Aula Magna, a aula inaugural do curso, versando sobre temas diversos. Em geral, as Aulas Magnas são ministradas por Professores Titulares ou outros pesquisadores experientes do IQ, que falam sobre suas linhas de pesquisa e suas trajetórias acadêmicas, de modo a oferecer uma visão sobre o que é a Universidade e servir de inspiração para os novos alunos.

Em 2020, ano em que o Instituto de Química comemora o seu Jubileu de Ouro, a aula especial para receber os alunos teve como objetivo mostrar a história do IQ-USP, desde a fundação do curso de Química da USP, que antecedeu em 35 anos a criação do Instituto, até acontecimentos recentes e foi ministrada no dia 18 de fevereiro nos dois períodos, manhã e noite. A aula para os alunos do período integral ficou a cargo da Profa. Viktoria Klara Lakatos Osorio, aposentada e colaboradora do Centro de Memória do IQ-USP, e a aula para os alunos do curso noturno a cargo do Prof. Paulo Alves Porto, docente de História da Ciência e Ensino de Química do IQ. Uma seleção dos aspectos mais relevantes das aulas pode ser apreciada no slideshow que se segue.

As atividades gerais da Semana foram divulgadas na rede social Instagram e também no Facebook, onde os alunos criaram a página do Grupo, Semana de Recepção IQ USP, incluindo Semanas de anos anteriores.

PORTAL LABIQ

 

Página do Facebook da Semana de Recepção aos Calouros do IQ-USP de 2020.

Atividades da Semana de Recepção aos Calouros do IQ-USP de 2020.

10/02/2020. Divulgação da Semana de Recepção aos Calouros no Instagram.

18/02/2020. Aula magna do período diurno, ministrada pela Profa. Aposentada, Viktoria Klara Lakatos Osorio.

(Foto por Reinaldo Camino Bazito)

Slide inicial da aula magna do período diurno.

Perguntas a serem respondidas ao longo da aula.

Mais perguntas. Imagens e locais que se tornarão familiares para os calouros.

O decreto de fundação da USP criou também o curso de Química, vinculado a uma nova faculdade, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL).

Escultura na primeira rotatória do campus Butantã da USP, após a entrada pelo Portão 1.

Na tela, os professores Heinrich Rheinboldt e Heinrich Hauptmann, contratados na Alemanha para instalar o curso de Química da FFCL-USP.

(Foto por Reinaldo Camino Bazito)

O curso de Química da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, que não tinha prédio próprio, começou em 1935, no prédio da Faculdade de Medicina.

Os quatro primeiros químicos formados pela USP.

O diploma recebido por Paschoal Senise, escrito em latim e assinado pelo Diretor da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, Prof. Ernesto de Souza Campos.

Escultura na segunda rotatória do campus Butantã da USP, após a entrada pelo Portão 1.

O Palacete da Glette foi o primeiro prédio próprio da FFCL e no mesmo terreno foi construído um prédio para alojar os químicos.

Com o passar dos anos, o prédio próprio da Química na Alameda Glette não comportava mais o crescimento da escola. A necessidade de ampliação do espaço levou à proposta de mudança.

A nova sede na Cidade Universitária, Campus Butantã da USP.

O primeiro grupo a se instalar no Conjunto das Químicas foi o do Prof. Isaias Raw.

O Departamento de Química da FFCL foi transferido em 1966 para a Cidade Universitária, passando a conviver com departamentos e cadeiras afins, provenientes de escolas profissionalizantes da USP.

O corredor central do Conjunto das Químicas, em frente ao Bloco 6, nos anos 1960.

Em 1969, foi aprovado o novo estatuto da USP, que criou os institutos básicos.

Um dos Institutos de Ciências Básicas criado foi o de Química.

O curso de Química da USP já estava em funcionamento bem antes da criação do Instituto de Química.

A história é narrada no livro lançado em 2006, de autoria do Prof. Paschoal Senise, formado na primeira turma de químicos da USP (1937), primeiro diretor do Instituto de Química (1970-1974), com um segundo mandato (1978-1982), Prof. Emérito da USP.

O acervo de Paschoal Senise, uma documentação preciosa sobre a história da escola, foi doado à USP e levou à criação do Centro de Memória do Instituto de Química.

No terceiro pavimento da Biblioteca do Conjunto das Químicas, um espaço foi adaptado para alojar o Centro de Memória do Instituto de Química e o da Faculdade de Ciências Farmacêuticas.

O anfiteatro cinza do Instituto de Química, local da Aula Magna, recebeu o nome do Prof. Paschoal Senise, em 2017.

Uma volta no tempo. Depoimento de calouro da turma de ingressantes de 1961.

Mensagem para os alunos ingressantes, na manhã de 18/02/2020.

Slide de abertura da Aula Magna do período noturno, ministrada pelo Prof. Paulo Alves Porto, docente de História da Ciência e Ensino de Química do IQ.

O início do ensino superior no Brasil.

O Brasil foi um dos últimos países das Américas a implantar o sistema universitário, o que ocorreu somente no século XX.

1934 - Criação da primeira Universidade paulista, a USP.

O diferencial entre a USP e as universidades anteriormente criadas no Brasil.

A nova Faculdade não tinha corpo docente.

Teodoro Ramos, diretor da FFCL, viajou à Europa para contratar o corpo docente da nova faculdade.

Considerando a grande tradição alemã na pesquisa em química, Teodoro Ramos buscou os docentes para essa área na Alemanha.

As seções e sub-seções da FFCL e os locais de funcionamento provisórios.

A primeira turma do curso de química teve toda sua formação nas instalações cedidas à FFCL pela Faculdade de Medicina.

Além do Prof. Rheinboldt, outro docente alemão foi contratado para o curso de química: Prof. Hauptmann.

Rheinboldt e Hauptmann eram responsáveis pelas aulas das diferentes sub-áreas da química.

O aniversário do Prof. Rheinboldt é comemorado até hoje pelos alunos do IQ, em celebração promovida pelo Centro de Estudos Químicos Heinrich Rheinboldt.

O Prof. Rheinboldt faleceu em dezembro de 1955 e o Prof. Hauptmann, em julho de 1960. Seus discípulos formados na USP os sucederam na administração da escola e nas aulas.

O Centro Acadêmico (CEQHR) é a entidade que representa os estudantes de química em várias instâncias acadêmicas, e também promove diferentes eventos de interesse para os estudantes.

O crescimento do Departamento de Química da FFCL levou à necessidade de uma sede mais ampla do que as modestas instalações da Alameda Glette.

Versão inicial do projeto dos prédios a serem construídos na Cidade Universitária. O projeto foi ampliado pelo acréscimo de mais dois blocos, os atuais Blocos 6 e 12.

Na entrada do atual IQ-USP, um marco registra a data da inauguração oficial dos prédios.

Essas placas de concreto perfuradas não resistiram ao tempo e foram removidas.

A foto é do Bloco 6.

O Instituto de Química, assim como toda a USP, também sofreu as consequências da ditadura implantada em 1964.

Entre os professores afastados da USP pelo AI-5 estava o Prof. Isaías Raw.

Embora tenha iniciado um importante grupo de pesquisa na área de bioquímica, a aposentadoria forçada e o exílio impediram que Isaías Raw fosse integrado ao IQ-USP.

A Profa. Ana Rosa era militante de um grupo político contrário à ditadura então em vigor no Brasil. Sua memória é lembrada no nome da Associação Atlética Acadêmica e em um monumento colocado na entrada do IQ.

A Reforma Universitária produziu importantes modificações na USP.

A Reforma Universitária criou os Institutos de pesquisa básica – entre eles, o IQ.

A organização do IQ em dois Departamentos permanece até hoje.

Nos últimos 50 anos, o IQ diversificou suas linhas de pesquisa e ampliou o número de vagas na graduação.

Os diplomas da escola no ano da formatura da primeira turma (1937) e em 1961. Foram expedidos pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

Os diplomas em 1970 e 2010, expedidos pelo IQ-USP.

Os ingressantes em 2020, ano do Jubileu de Ouro do IQ, também fazem parte dessa história!

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